Planejador
Acumule em etapas e retire em etapas até o óbito — em poder de compra de hoje.
Como fechar a conta
Para a retirada-alvo da última etapa: o patrimônio necessário na aposentadoria e as formas de chegar lá — mais aporte, mais prazo ou mais taxa.
Resumo por etapa
Cada etapa parte do saldo consolidado da anterior. As etapas de retirada vêm depois da linha de aposentadoria.
Trajetória do patrimônio
Saldo e total aportado, por idade
Composição ano a ano
Aportes e rendimento na acumulação; rendimento e retiradas (negativas) na renda. Em R$ de hoje.
De onde sai cada real retirado
Cenários de longo prazo
Mesmo plano de aportes e idades, com as taxas reais e a inflação de cada cenário aplicadas a todas as etapas e à retirada máxima. Os pesos definem a média.
Sensibilidade da retirada
Retirada máxima sustentável da última etapa (R$ de hoje), variando um parâmetro por vez. A barra destacada é o seu plano.
…à taxa real na última etapa
Cada ponto percentual real muda a renda de forma não linear.
…à idade planejada do óbito
Viver mais custa caro: a mesma reserva precisa render por mais anos.
Tabelas
Mês a mês ou ano a ano, com as duas fases encadeadas e colunas em R$ de hoje e nominais.
Modelo determinístico: taxas médias constantes por etapa. Retornos reais variam ano a ano (sequência de retornos), tributos e custos não estão modelados. Não é recomendação de investimento.
Evolução
Como o dinheiro cresce
Tabela
Mês a mês, como no site.
Fórmula: M = C·(1+i)ⁿ para o valor inicial, mais a soma dos aportes com juros compostos. Taxa mensal equivalente = (1+taxa anual)^(1/12) − 1.
De onde vêm os cenários
Oitenta anos para trás e oitenta para a frente. Fontes primárias (institutos de estatística, bancos centrais, FMI, Banco Mundial, OCDE, ONU, séries acadêmicas), consultadas em 18/09/2026. Taxas “a.a.” são médias geométricas.
Inflação: 80 anos para trás
| Série | Período | Média a.a. |
|---|---|---|
| EUA, CPI-U (BLS) | 1946 → ago/2026 | 3,6% (acum. +1.618%) |
| EUA, subperíodos | 1946–70 · 1970–90 · 1990–2025 | 2,9% · 6,3% · 2,6% |
| EUA (DMS Yearbook 2026) | 1900–2025 | 2,9% |
| Mundo, FMI (ponderado por PIB-PPC) | 1980–2025 · 2000–2025 | 9,7% · 4,25% |
| Economias avançadas (FMI) | 1980–2025 · 2000–2025 | 3,4% · 2,2% |
| Emergentes (FMI) | 2000–2025 | 6,3% |
| Mundo, Banco Mundial (mediana dos países) | 1981–2025 | 5,2% |
| Brasil, IGP-DI (FGV) | jan/1944 → ago/2026 | ≈56,7% (preços ×10¹⁶) |
| Brasil, IGP-DI por regime | 1944–63 · 1964–79 · 1980–jun/94 | 22,7% · 34,4% · 487% |
| Brasil, IPCA (IBGE) | 1980 → ago/2026 | 80,8% |
| Brasil, IPCA pós-Real | 1995–26 · 2000–26 · 2010–26 · 2016–26 | 6,6% · 6,1% · 5,7% · 5,1% |
| Brasil, IPCA 12 meses · meta | ago/2026 · contínua desde 2025 | 4,2% · 3,0% ± 1,5 |
A média geométrica brasileira de 80 anos é dominada por 1980–94: esses 14,5 anos respondem por 69% de toda a inflação acumulada desde 1944 (92% no caso do IPCA). Por isso os cenários usam regimes (pós-Real, última década, meta), não a média secular. Fontes: BLS, FRED, FMI WEO abr/2026, Banco Mundial, BCB SGS 190 e 433, IBGE SIDRA 1737, Decreto 12.079/2024.
Retornos e crescimento das empresas
| Série | Período | Resultado |
|---|---|---|
| S&P 500 com dividendos (Damodaran/Shiller) | 1946–2025 | 11,3% a.a. nominal · 7,3% real |
| S&P 500, índice | 17,4 (1945) → 7.638 (set/2026) | 440× |
| Lucro e dividendo reais por ação (S&P) | 1946–2026 | +3,4% · +2,4% a.a. |
| Dividend yield médio (S&P) | 1946–2025 · 2016–2025 | 3,2% · 1,7% |
| CAPE de Shiller | set/2026 vs. média 1946–2025 | 40,6 vs. 20,2 |
| Ações mundiais (DMS/UBS) | 1900–2024 | 5,2% a.a. real |
| Ações mundiais (DMS) | desde 1950 · desde 1990 · 2000–24 | 6,7% · 4,2% · 3,5% |
| Títulos · caixa mundiais (DMS) | 1900–2024 | 1,7% · 0,5% real |
| 60/40 mundial (DMS) | desde 1950 · desde 1990 | 5,6% · 4,7% real |
| Ações EUA · mundo ex-EUA (DMS) | 1900–2025 · 1900–2022 | 6,6% · 4,3% real |
| Jordà et al., 16 países (reais, geom.) | 1870–2015 | ações 4,7% · imóveis 6,6% · títulos 2,0% · caixa 0,8% |
| Retorno da riqueza vs. crescimento (Jordà) | 1870–2015 | r ≈ 6,0% vs. g ≈ 3,1% |
| Ibovespa deflacionado (B3/IGP-DI) | 1968 → set/2026 | ≈6,5% real (10,6% em US$) |
| Ibovespa real | 1994–2025 · 2010–2025 | 4,0–5,4% · ≈0% |
| Ações Brasil (DMS) | 1951–2022 | 6,2% real (volatilidade 53%) |
| Selic/CDI real vs. IPCA (BCB) | 1994–26 · 2000–26 · 2010–26 | 8,1% · 5,8% · 3,9% |
| Tesouro IPCA+ 2050/2060 · RendA+ 2065 | set/2026 · faixa 2005–2026 | IPCA + 7,2% · 7,0% · (2,7% a 9,3%) |
Fontes: Damodaran (NYU), Shiller, UBS Global Investment Returns Yearbook 2026 e 2025, Jordà, Knoll, Kuvshinov, Schularick & Taylor (2019), B3, BCB SGS 4390, Tesouro Direto, Tesouro Transparente.
Geração de riqueza, nominal e real
| Série | Período | Resultado |
|---|---|---|
| PIB mundial real (Maddison 2023) | 1950 → 2022 | 15,3× · 3,9% a.a. |
| PIB mundial real (Banco Mundial) | 1960 → 2025 | 9,0× · 3,4% a.a. |
| PIB mundial real per capita | 1950–2022 · 1960–2025 | 2,3% · 1,9% a.a. |
| PIB mundial nominal (US$ correntes) | 1960 → 2025 | US$ 1,4 tri → 118 tri · 86× · 7,1% a.a. |
| Riqueza líquida das famílias (UBS GWR 2026) | fim de 2025 · desde 2000 | ≈US$ 518 tri · +3,4% a.a. real (≈6% nominal) |
| Capitalização das bolsas (Banco Mundial/WFE) | 1975 → 2025 | US$ 1,1 tri → 141–158 tri · 123× · 10,1% a.a. |
| Bolsas / PIB mundial · bolsa EUA / PIB | 1975 → 2025 | 27% → 148% · 42% → 224% |
| PIB Brasil real (IBGE) | 1946–2025 · 1980–2025 | 4,4% (32×) · 2,3% a.a. |
Leitura: em 80 anos a riqueza real do mundo cresceu 3,4–3,9% a.a. e a nominal ≈7% a.a.; as bolsas cresceram mais que o PIB porque multiplicaram sua participação na economia (27% → 148%) — parte disso é expansão de múltiplos e parte é a migração de riqueza para o mercado, e nenhuma das duas se repete indefinidamente. Fontes: Maddison Project 2023, Banco Mundial (KD) e (LCAP), UBS Global Wealth Report 2026, WFE, SIFMA, ipeadata/IBGE.
Projeções: 80 anos à frente
| Fonte | Horizonte | Projeção |
|---|---|---|
| OCDE, cenários de longo prazo (2025) | 2025 → 2100 | crescimento mundial 2,9% → 2,1% (2040s) → 1,3%; per capita 2,0% → 1,25% |
| OCDE, Brasil | 2025 → 2100 | 1,9% → 0,85%; per capita 1,6–1,9% |
| SSP/IPCC (OECD ENV-Growth 2025), PIB per capita mundial | 2025–2100 | 0,55% (SSP3) · 1,7% (SSP2) · 2,65% (SSP5) a.a. |
| SSP, Brasil per capita | 2025–2100 | 1,5% · 2,5% · 3,25% a.a. |
| ONU WPP 2024, população | pico | mundo 10,3 bi (~2084); Brasil 220 mi (2042) → 164 mi em 2100, 33,6% com 65+ |
| FMI WEO abr/2026 | 2028–2031 | mundo 3,1–3,2% e inflação 3,2%; Brasil 2,5% e 3,0% |
| J.P. Morgan LTCMA 2026 (nominal, US$) | 10–15 anos | ACWI 7,0% · EUA 6,7% · emergentes 7,8% · bonds 4,8% · inflação 2,5% |
| Vanguard VCMM (jun/2026, nominal) | 10 · 30 anos | EUA 5,2% · 5,7%; ex-EUA 4,9% · 6,9%; inflação 2,0% |
| BlackRock CMA (ago/2026, nominal) | 30 anos | ACWI 8,8% · EUA 8,4% · emergentes 10,4% |
| AQR CMA 2026 (reais) | 5–10 anos | EUA 3,9% · desenv. ex-EUA 4,9% · emergentes 5,1% · 60/40 3,4% · caixa 1,3% |
| GMO (reais) | 7 anos | EUA −7,2% · internacionais −1,5% · emergentes −0,7% |
| DMS, prêmio de risco esperado | longo prazo | 3–3,5% sobre caixa → ≈4% real em ações |
| Focus/BCB (set/2026) | 2029–30 | IPCA 3,5% · Selic 10% · juro real neutro 5,0% |
| Expectativa de vida, IBGE 2024 | ao nascer · aos 60 · aos 65 | 76,6 · +22,6 · +18,8 anos |
| BR-EMS 2026 (segurados, Susep) | aos 65 | homens +20,7 · mulheres +24,7 anos |
Nenhuma fonte projeta 80 anos de retornos; as gestoras vão a 10–30 anos e a OCDE/SSP/ONU projetam crescimento e população até 2100. Os cenários combinam os dois: retorno real ≈ dividend yield + crescimento real dos lucros ± múltiplos. Fontes: OCDE, IIASA SSP, ONU WPP 2024, FMI, J.P. Morgan, Vanguard, BlackRock, AQR, GMO, Dimson, Marsh & Staunton (2011), Focus, BCB RPM jun/2026, IBGE, Susep BR-EMS.
Por que empresas perenes seguram o piso
Pela decomposição de Bogle, o retorno de uma ação é dividend yield + crescimento dos lucros ± variação do múltiplo. No S&P 500, 1946–2025: 3,2% de yield + 3,4% de crescimento real dos lucros + ≈0,7% a.a. de expansão do múltiplo (CAPE 15,6 → 39,6) = 7,3% real. O múltiplo hoje (CAPE 40,6, o dobro da média) pesa muito em 10 anos e pouco em 30: nas janelas de 10 anos desde 1881, o CAPE inicial explica 26% da variação dos retornos reais e o decil mais caro rendeu em média 0,5% a.a. (AQR); em 30 anos explica 19%, todas as janelas foram positivas (mínimo +1,9%, máximo +11,2%, desvio de 1,6 p.p.) e partindo de CAPE acima de 30 os 20 anos seguintes renderam 0,4% a 7,0% (média 4,5%).
Para o horizonte deste plano (30 a 80 anos), a variação de múltiplos tende a zero e o retorno converge para yield + crescimento real dos lucros. Empresas sólidas em setores perenes, com poder de preço, reajustam receitas com a inflação — o crescimento nominal dos lucros acompanha o PIB nominal e o retorno real não é corroído por um mercado inflado; o que muda é o ponto de entrada. Daí os pisos: 2,5% real no pessimista (a pior janela histórica de 30 anos e o crescimento SSP3), 5% no base (a média mundial de 125 anos e as premissas de longo prazo das gestoras), 7% no otimista (a experiência americana de 80 anos e o mundo desde 1950). Diluição por emissão de ações (≈2 p.p., Bernstein–Arnott) e o fato de que só 3 de 17 países tiveram crescimento real de dividendos acima de 1% desde 1900 (DMS) são a razão de não extrapolar os 7% como base.
Fontes: Bogle, Journal of Portfolio Management 1991 e Bogle & Nolan 2015; Asness (AQR, 2012); Campbell & Shiller (2001); Bernstein & Arnott (2003); DMS 2006 e 2023; regressões calculadas sobre os dados mensais de Shiller (1881–2026).
Método, fórmulas e o que foi corrigido
A pergunta que o simulador de retiradas original não responde: qual taxa colocar?
O simulador de renda do Investidor Sardinha desconta uma retirada fixa em reais correntes de um saldo que rende a taxa informada, sem perguntar a inflação. Se você informa a taxa nominal (o CDI, por exemplo), a retirada de R$ 10.000 vale cada vez menos — em 20 anos a 4% de inflação, menos da metade. Se informa a taxa real, a conta sai certa mas fica invisível quanto do rendimento nominal precisa continuar investido. Aqui a retirada é sempre definida em poder de compra de hoje e cresce com a inflação mês a mês; o rendimento é separado em três partes pela equação de Fisher:
Do rendimento nominal de cada mês, a fatia saldo × inflação só repõe o poder de compra e precisa ficar investida; só o excedente real (saldo × real) pode ser gasto sem consumir principal. É isso que o gráfico “De onde sai cada real retirado” mostra, e por isso o botão do topo permite informar as taxas em qualquer regime: a troca converte os números pela fórmula acima e o plano permanece idêntico. Sem inflação informada, a retirada “fixa” do original equivale a supor inflação zero para sempre — uma premissa que nem os EUA, com 3,6% a.a. em 80 anos, cumpriram.
Como a conta é feita
Tudo é simulado mês a mês em R$ de hoje. A taxa mensal é a equivalente composta, como nas calculadoras originais:
Cada etapa parte do saldo consolidado da anterior. O aporte mensal pode ter reajuste real anual (0% = mesmo poder de compra todos os meses, ou seja, cresce com a inflação em reais nominais) e um aporte único no primeiro mês. Com aporte no fim do mês, o valor futuro fechado é o mesmo do original:
Na fase de renda, com saldo S₀ na aposentadoria, taxa real mensal i, N meses até o óbito e sobra desejada H, a retirada que zera o patrimônio exatamente no fim é a anuidade:
As demais perguntas invertem a mesma equação: patrimônio necessário para uma retirada-alvo; aporte necessário numa etapa (o saldo final é linear no aporte, então bastam duas simulações); meses a mais numa etapa (busca binária); taxa necessária (bissecção); e até quando o dinheiro dura (simulação até o saldo zerar, com a última retirada parcial contada). Todas as respostas são verificadas por simulação: a retirada máxima aplicada mês a mês termina com saldo igual à sobra pedida.
Valores nominais são o valor real multiplicado por (1 + inflação)^(meses/12). Os cenários aplicam a taxa real de acumulação a todas as etapas e a taxa real de retirada à fase de renda, com a inflação do cenário, e recalculam a retirada máxima; “Seu plano” usa exatamente o que está nos campos. A média ponderada usa os pesos informados (normalizados).
Convenções (iguais às do original, para permitir conferência)
- Aporte no fim do mês, depois do rendimento (opção: início). Retirada no início do mês, antes do rendimento — quem se aposenta precisa do dinheiro no começo do mês (opção: fim, como no Sardinha).
- Com inflação 0% e uma única etapa, os números batem com a calculadora de juros compostos ao centavo (R$ 1.000 + R$ 1.000/mês a 8% por 20 anos = R$ 573.660,03); com retirada no fim do mês, batem com o simulador de renda (R$ 10.000 − R$ 100/mês a 10% por 10 anos = R$ 5.951,04).
- Meses numerados a partir de 1 (o original numera a partir de 0). Idades em anos decimais: 55,5 = 55 anos e 6 meses.
O que foi corrigido em relação às calculadoras do Investidor Sardinha
- Inflação e regime de taxas: retirada em poder de compra constante, taxa real ou nominal com conversão explícita e decomposição do rendimento (acima).
- Encadeamento: o resultado da acumulação alimenta a retirada automaticamente; no original são duas páginas e o valor precisa ser redigitado.
- Várias etapas com aportes, taxas, reajustes e aportes únicos diferentes; o original tem um único aporte fixo.
- Horizonte ligado à vida: idade, tábuas de mortalidade (IBGE e BR-EMS), margem de longevidade, sobra opcional no óbito e teste de sobrevida.
- Solvers: retirada máxima, patrimônio necessário, aporte ou prazo necessários por etapa, taxa necessária, idade em que o dinheiro acaba — o original só calcula em uma direção.
- Tabela defasada: no original, a coluna “Total Investido” (e “Valor com retiradas”) está um mês atrasada em relação a “Juros” e “Total Juros”; a última linha mostra R$ 572.660 enquanto o resultado diz R$ 573.660 — falta o último aporte. Aqui todas as colunas de uma linha se referem ao mesmo instante (fim do mês).
- Gráfico do simulador de renda: a linha vermelha rotulada “Total em juros” plota, na verdade, capital inicial menos retiradas acumuladas (chega a ficar negativa), enquanto a dica de mouse mostra outro número (juros acumulados); a linha preta “Valor Investido” é o saldo. Aqui cada série é o que o rótulo diz, com legenda e valores no mesmo instante.
- Amostragem anual: acima de 60 meses o original plota só os múltiplos de 12, descarta o ano parcial e rotula o eixo a partir de 0; períodos menores que 12 meses ficam sem gráfico. Aqui o eixo é a idade e cada mês está na curva.
- Validação: entradas absurdas no original produzem “R$ NaN” e “R$ Infinity”; aqui há limites e avisos.
- Saldo negativo: no original o saldo continua “rendendo” juros negativos depois de zerar e a retirada parcial do último mês não entra no total retirado; aqui a última retirada é parcial e depois o saldo fica em zero.
Limitações
- Taxas constantes por etapa: a vida real tem sequência de retornos, e quem saca em anos ruins no começo da aposentadoria se esgota antes. Use a taxa de retirada com folga ou uma sobra no óbito como colchão.
- Sem impostos, custos, previdência pública ou outras rendas; o que entra é o que você informa.
- A expectativa de vida é uma mediana: metade das pessoas vive além dela. Planeje até a margem, não até a média.